21 de jul de 2011

A Humildade de Jesus

Tem um trecho de uma música que tocou muito a minha caminhada com Cristo que fala assim:

Como pode ser, um Deus tão grande como Tu vir nos visitar? (...)

O impacto dessa música na minha vida é que no meu íntimo estava recebendo a visita de um Deus tão maravilhoso que me olhou humildemente.

Jesus era tão humil­de em Seu relacionamento com os homens como o era em Seu relacionamento com Deus. Ele se sentiu o Servo de Deus para os homens que Deus fez e amou; como uma consequência natural, Ele se considerou como o Servo dos homens para que, por meio Dele, Deus pudesse fazer Sua obra de amor.

Ele nunca, nem por um momento, pensou em buscar Sua própria honra ou em usar Seu poder para vindicar a Si mes­mo. Seu espírito foi por completo o de uma vida en­tregue a Deus para Ele operar nela. Somente quando os cristãos estudarem a humildade de Jesus como a própria essência da Sua redenção, como a própria bem-aventurança da vida do Filho de Deus, como o único verdadeiro relacionamento com o Pai e, por isso, como aquilo que Jesus tem de nos dar se devemos ter parte com Ele, é que a terrível carência de real, celestial e manifesta humildade se tornará um fardo e um pesar, e só então nossa religião comum será colocada de lado para garantir isso, a primeira e principal das mar­cas do Cristo dentro de nós.

Ouça as palavras em que o Senhor fala de Seu relacionamento com o Pai, e veja como incessante­mente Ele usa as palavras "não" e "nada" para refe-rir-se a Ele mesmo. O "não eu", no qual Paulo ex­pressa sua relação com Cristo, é o mesmo espírito no qual Cristo fala de Sua relação com o Pai.

"O Filho nada pode fazer de Si mesmo" (Jo 5.19).

"Eu nada posso fazer de Mim mesmo (...).

 O Meu juízo é justo, porque não procuro a Minha pró­pria vontade" (v. 30).

"Não aceito glória que vem dos homens" (v. 41).

"Eu desci do céu, não para fazer a Minha pró­pria vontade" (6.38).

 "O Meu ensino não é Meu" (7.16).

 "Não vim de Mim mesmo" (v. 28 - RC).

"Nada faço por Mim mesmo" (8.28).

"Não vim de Mim mesmo, mas Ele Me enviou"(8.42 - RC).

"Eu não procuro a Minha própria glória" (v. 50).

"As palavras que Eu vos digo, não as digo por Mim mesmo" (14.10).

"A palavra que estais ouvindo não é Minha" (v. 24).

Essas palavras abrem para nós as raízes mais profundas da vida e da obra de Cristo. Elas nos fa­lam como foi que o Deus Todo-Poderoso pôde tra­balhar Sua maravilhosa obra de redenção por meio Dele, Cristo.

Elas mostram o que Cristo considerou como o estado de coração que Lhe cabia como o Filho do Pai. Elas nos ensinam o que são a natureza e vida essenciais dessa redenção que Cristo cum­priu e agora transmite.

                         Leitura: "No meio de vós, Eu sou como quem serve" (Lucas 22.27).

A visão da glória de Deus produz humildade.

As es­trelas somem quando o sol aparece.

(Thomas Watson)

Deus abençoe!

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