11 de ago de 2010

Série: Livros da Bíblia: Isaias.


Quem foi o profeta Isaias?

Considerado como o maior de todos os profetas bíblicos!
Isaías terá nascido em Jerusalém por volta do ano 560 a.C., sendo proveniente de uma família nobre e homem de elevado cultura. A sua vocação profética teve início no ano da morte do rei Ozias e prolongou-se pelos reinados dos reis de Judá: Jotam, Acaz e Ezequias. Este foi um período muito conturbado, com ameaças permanentes de invasões dos assírios, babilónios e egípcios.
Isaías viveu no turbulento período assírio, presenciando o cativeiro do seu povo. Ambos os reinos, haviam experimentado poder e prosperidade. Israel governado por Jeroboão e outros seis reis de menor importância, haviam aderido ao culto pagão; Judá, no período de Uzias, Jotão e Ezequias permaneceram em conformidade com a aliança mosaica, porém gradualmente, o rigor foi diminuindo causando um sério declínio moral e espiritual
Lugares secretos de culto pagão passaram a ser tolerados; o rico oprimia o pobre; as mulheres negligenciavam suas famílias na busca do prazer carnal; muitos dos sacerdotes e falsos profetas buscavam agradar os homens.
Tudo isso deixava claro e patente aos olhos do profeta Isaías que a aliança registrada por Moisés em Deuteronômio, havia sido inteiramente violada, portanto a sentença divina estava proferida, o cativeiro e o julgamento eram inevitáveis para Judá, assim como era para Israel.

Era um tempo de medo e incerteza política. Os assírios aterrorizavam a população do Antigo Oriente Médio com um programa agressivo de dominação. O país podia optar por ser vassalo, pagando um tributo anual e fornecendo tropas auxiliares aos assírios. Mas ao menor sinal de deslealdade resultava em reduções territoriais e maior controle assírio do governo, sem mencionar a cobrança mais pesada de impostos. Por trás de tudo isso havia a ameaça de deportação, com a perda da independência política.

No livro de Isaías, a partir do capitulo 40 podemos notar uma grande mudança no estilo que se torna mais poético e teórico, embora o tom se torne conciliatório em vez de condenador, os oráculos de acusação e juízo, que compunham a maior parte dos primeiros 39 capítulos se tornam bem mais raros.
A situação histórica parece ter mudado dramaticamente, uma vez o povo mencionado está no exílio, não na Judá do século VIII.

Mas apesar de muitos estudiosos duvidarem que Isaías tenha sido o autor de todo o livro que leva seu nome, somente o nome dele está vinculado à obra. O argumento mais forte a favor da unidade do livro de Isaías é a expressão “o Santo de Israel” como título de Deus que ocorre 12 vezes nos capítulos de 1 a 39 e 14 vezes nos capítulos 40 a 66.

No livro de Isaías encontramos prosa e poesia; a beleza de sua poesia é inspirada no restante do Antigo Testamento e uma das técnicas prediletas de Isaías é a personificação. Isaías emprega o nome “Rocha” em referencia a Deus.
O poder da linguagem figurada de Isaías vê-se em em pleno uso da ironia ao condenar os ídolos.

Isaías é um livro que desvenda as plenas dimensões do juízo e da salvação divina. Deus é o Santo de Israel que deveria castigar seu povo rebelde, mas posteriormente o remirá. O juízo terrível que será desencadeado contra Israel e todas as nações que desafiam a Deus é chamado “dia do Senhor”.

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